25 setembro 2010

Inferno

O quarto era pequeno, escuro e úmido, com um cheiro metálico no ar. Era composto por uma pia suja, uma mesa cirúrgica bem no meio, sob um lustre gigantesco que expelia uma luz branca e forte, e ao seu redor, pendurados no teto, inúmeros objetos cortantes, como facas, machados e coisas do gênero.

Quatro pessoas se encontravam nessa sala, na verdade cinco, mas a quinta não passava de uma massa corpórea, que um dia havia sido gente. Os três homens eram parecidos, todos eram altos, tinham os cabelos brancos com dreads gigantescos e eram albinos. A quarta pessoa, a menor de todas, era uma menina de apenas seis anos, com os mesmos cabelos compridos e o mesmo rosto pálido. Sem falar que os quatros tinham olhos vermelhos e penetrantes.

A menina aparentava ser a líder do bando, já que os outros três a olhavam com expectativa, como se esperassem por uma ordem. A menina permanecia com os olhos fixos no corpo em cima da mesa, o encarando com cobiça. Soltou um sorriso demoníaco e fez um aceno com a cabeça. Os três homens avançaram sobre o corpo, um segurando o bisturi enquanto os outros dois o observavam.

O irmão com o bisturi fez a incisão, saindo do pescoço e indo até a virilha. Passou o bisturi novamente para se certificar de que tinha feito bem o corte. O sangue jorrou pela mesa e pelo chão quando os outros dois abriram o corte com as mãos, expondo o interior do corpo. O irmão do meio alcançou as costelas e as arrancou sem cerimônia, jogando os ossos no chão. Moveu seu olhar para o coração, que também foi arrancado sem cerimônias e cheirou o órgão, sorrindo ao notar que este ainda estava fresco. Os outros dois olharam com cobiça, mas fora ignorados pelo irmão que o passou para a irmã mais nova.

Sem nem ao menos se importar com a vontade dos outros três, ela o devorou como se comesse uma simples pêra, mole e suculenta. Quando terminou, seu rosto se encontrava sujo de sangue, mas ostentava um sorriso enorme. Os irmãos a observavam famintos, esperando que ela liberasse o resto do corpo, e quando ela acenou a cabeça novamente eles o atacaram, arrancando tudo o que achavam ser comestível.

5 comentários:

  1. Gente, esse é um dos meus textos diabólicos, idiotas que eu faço para passar o meu tempo, não reparem. :D
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Minha nossa! É por isso que sou uma boa garota heuehuehueheu... Se esse é o inferno, então espero estar bem morta caso um dia vá pra lá. -qqq

    OBS: pegue leve com a TV /euri.

    ResponderExcluir

Querido leitor, ao comentar qualquer texto aqui, voce estará incentivando - ou não - essa futura escritora a escrever mais, por tanto faça seu comentário. Mas senão gostar não se de a trabalho de ler, e se não ler não se de o trabalho de comentar.
Beijones.